Nota Fiscal na Reforma Tributária: entenda o que muda com o padrão nacional e como se adequar
Com a Reforma Tributária, surge um novo padrão nacional para emissão de Nota Fiscal, trazendo mudanças significativas para empresas de todos os portes e segmentos. A nova regra passa a valer para todo o território nacional, independentemente do estado ou município de atuação.
Segundo a Lei Complementar nº 214/2025, a partir de janeiro de 2026, todos os municípios estarão obrigados a adotar esse modelo unificado.
Por que essa mudança é importante?
Hoje, cada estado e prefeitura possui suas próprias regras e formatos de nota fiscal. Essa diversidade gera dificuldades na integração de dados, aumenta a complexidade das obrigações fiscais e impõe custos adicionais para empresas que atuam em múltiplas localidades.
Com o novo modelo, embora estados e municípios continuem responsáveis pela emissão das notas, todos passarão a seguir um padrão único nacional, com distinções apenas entre a Nota Fiscal de Serviços (NFS-e) e a Nota Fiscal de Comércio (NF-e e NFC-e).
Como será a emissão nesse novo cenário?
Dentro desse novo padrão, os municípios terão duas opções:
Usar um sistema próprio, desde que compartilhem as informações com o repositório nacional, centralizando os dados dos contribuintes;
Aderir ao emissor nacional da Receita Federal, que será padronizado.
Já os estados continuarão com seus próprios sistemas, como já acontece com a NF-e e a NFC-e, mas precisarão seguir obrigatoriamente o novo layout nacional.
Ou seja, não haverá um sistema centralizado único, mas um padrão único obrigatório para todos.
O que muda, na prática?
Para quem emite, o novo modelo promete mais previsibilidade. Para quem fiscaliza, mais transparência. Para o consumidor, essencialmente, nada muda: a nota fiscal continuará sendo o comprovante da compra.
Para as empresas, haverá um período de adaptação, especialmente por conta da inclusão de novos campos e ajustes nos sistemas. Por outro lado, a tendência é positiva: menos formulários diferentes, menos retrabalho e um processo de emissão mais padronizado.
Quer entender mais sobre as mudanças da Reforma? Acesse:
“Reforma Tributária: o que muda para empresas?”
O que muda na nota fiscal com a Reforma Tributária?
A principal novidade é o layout padronizado em todo o país, com vigência a partir de janeiro de 2026. Isso afeta diretamente os modelos NF-e, NFC-e e NFS-e, impactando comércio, serviços e indústria.
Outra mudança importante está na inclusão de novos campos para os tributos criados pela Reforma:
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)
IS (Imposto Seletivo)
Com isso, as empresas precisarão detalhar os impostos incidentes sobre cada produto ou serviço, utilizando códigos fiscais previamente definidos para identificação da operação.
E os códigos fiscais?
Além da necessidade de informar atividades, alíquotas, regimes específicos e destaques de impostos, haverá novidades como:
CClass Trib (novo)
CST (já existente, mas ajustado)
NBS (atualmente opcional, mas se tornará obrigatória em 2027)
Essas mudanças exigem atenção redobrada na configuração dos sistemas e no treinamento das equipes fiscais.
Quando a nova nota fiscal começa a valer?
A obrigatoriedade começa em janeiro de 2026, tanto para a NFS-e quanto para os novos campos da NF-e e NFC-e.
Até lá, algumas empresas estão participando de um projeto-piloto. A previsão é de que, a partir de outubro de 2025, esse acesso seja ampliado de forma opcional, permitindo testes antes da obrigatoriedade.
Mesmo não sendo obrigatório ainda, é altamente recomendado começar a se adaptar o quanto antes.
Quem será impactado?
Todas as empresas, em maior ou menor grau. Mas a forma como serão afetadas varia conforme o regime tributário:
Simples Nacional:
Não haverá necessidade de destacar IBS e CBS na nota fiscal. Contudo, será necessário estar apto a preencher os novos códigos fiscais, como forma de comprovação da operação.Lucro Presumido e Lucro Real:
Essas empresas deverão preencher os novos campos. Ainda assim, não haverá recolhimento dos novos tributos neste primeiro momento, desde que a nota seja emitida corretamente e dentro do prazo.
A Receita já informou que haverá atualizações periódicas, o que torna indispensável o acompanhamento constante — seja internamente ou com o suporte de um parceiro especializado.
Exemplos práticos
Se você é prestador de serviços, antes acessava o portal da prefeitura e preenchia os campos conforme o padrão local.
Agora, mesmo utilizando o sistema da prefeitura, os campos e códigos seguirão o novo padrão nacional.
Em alguns casos, a mudança será quase imperceptível para o emissor, mas os bastidores já estarão integrados ao repositório nacional.
Por outro lado, se a prefeitura da sua cidade adotar o Emissor Nacional, o processo pode mudar significativamente. Nesse caso, é essencial contar com o apoio do contador para garantir o correto preenchimento das informações.
Já para o comércio, como os modelos de nota já são padronizados nacionalmente, a mudança será mais simples: basicamente a adição dos novos campos previstos pela Reforma.
Como participar do piloto da nova nota fiscal?
A participação no projeto-piloto é exclusiva para empresas convidadas pela Receita Federal, que envia o convite via Caixa Postal do e-CAC.
Os critérios de seleção incluem:
Participação em programas como o CONFIA ou no Sped
Indicação por entidades de tecnologia ou setoriais
Seleção direta pelo Comitê Gestor do IBS
As empresas convidadas devem conceder Procuração Digital no e-CAC para os representantes que atuarão nos testes, garantindo acesso ao ambiente restrito.
Como se preparar para as mudanças?
A Reforma Tributária traz desafios, mas também oportunidades de organização e crescimento. Para aproveitar esse momento com mais tranquilidade, siga estas orientações:
Monte um cronograma de adaptação até janeiro de 2026;
Fique atento aos prazos legais para evitar multas ou perdas operacionais;
Atualize seus sistemas de gestão contábil e de emissão de notas;
Reveja a escolha dos seus parceiros — contadores, fornecedores e sistemas que estejam alinhados com as exigências da nova legislação.
Adaptação é estratégia: transforme a Reforma Tributária em oportunidade
A padronização nacional da nota fiscal marca um avanço importante na direção da simplificação tributária no Brasil. Apesar do período de transição exigir ajustes, o novo modelo representa a chance de tornar os processos fiscais mais eficientes, reduzir falhas operacionais e facilitar o relacionamento com o Fisco.
Empresas que se preparam com antecedência ganham uma vantagem competitiva significativa: menos burocracia, mais fluidez nos processos e maior clareza na emissão de documentos fiscais.
Na Liddera Contabilidade Digital, estamos acompanhando cada passo da Reforma Tributária para garantir que nossos clientes estejam prontos e bem orientados. Nossa equipe já está preparada para ajudar sua empresa a compreender, aplicar e se beneficiar dessas mudanças.
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